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Projeto Urcamp Documenta inicia reportagens alusivas aos 60 anos da Escola Frei Plácido

o documentário está sendo produzido pelos acadêmicos do quinto semestre do curso de Jornalismo da URCAMP

 

Reviver a memória. Contar uma história. Reencontrar, entre o passado e o presente, um acervo documental que completa 60 anos desde a fundação na Escola Frei Plácido. Essa é a pauta do próximo documentário desenvolvido pelos acadêmicos do curso de Jornalismo da URCAMP, dentro do projeto Urcamp Documenta. O lançamento da parceria entre Universidade e escola iniciaram na tarde desta sexta-feira, 13, no coquetel que reuniu ex-professores, ex-diretores e ex-alunos da 1ª Escola Técnica de Bagé. Na ocasião, os alunos já realizaram as primerias reportagens.

 

O projeto de extensão com os acadêmicos do quinto semestre de Jornalismo está sob a coordenação da professora de Telejornalismo I, Roberta Mércio. De acordo com a jornalista, o Urcamp Documenta é uma das oportunidades que o aluno tem vivenciar, na prática, aquilo que ele está aprendendo em sala de aula. “Além disso, eles estão prestando um serviço para a comunidade na medida em que passam pela experiência de encontrar diversas gerações contando suas histórias, como é o caso de hoje. Se torna um aprendizado em todos os sentidos”, enfatiza ao mencionar que este trabalho leva, ainda, diversas lições de vida dos personagens e mostra o potencial dos futuros jornalistas.

 

Para o acadêmico Marcelo Rodriguez, o documentário em desenvolvimento é muito importante não só pelo que ele representa para a comunidade, mas por trazer o sentimento de crescimento. “São pautas como estas que humanizam, e muito, o profissional que seremos no futuro”, explica. Rodriguez destaca que os estudantes estão engajados em resgatar a memória do colégio Frei Plácido. “Começamos, hoje, uma campanha junto aos meios de comunicação que tem por objetivo pedir que a comunidade ajude a contar a história dessa escola sob diversos ângulos, com fotos e documentos da década de 60, 70, já que o próprio colégio tem um acervo que começa apenas nos 90. Tudo que conseguirmos, além de implentar a história, fará parte do documentário”.

 

O projeto fará uma série de reportagens até o dia 13 de junho, quando a escola celebra o aniversário de 60 anos e o documentário terá sua primeira exibição. Para a professora mais antiga em atividade do Frei Plácido, Suzana Garcia, celebrar esta história junto ao curso de Jornalismo é sitônomio de inovação. “São 26 anos lecionando e nós sempre primamos pela experiência de trazer os acadêmicos para dentro da escola. Sempre que possível nós temos estagiários da área da educação. Já trouxemos alguns da saúde. E agora, neste momento, contatamos o professor Glauber Pereira para fechar a nossa primeira parceria com curso de Jornalismo da URCAMP”. “Precisamos lembrar, sempre, que a universidade é a nossa base”, finaliza.

 

Glauber Pereira, coordenador do curso de Jornalismo da URCAMP, é também o mentor do projeto Urcamp Documenta, que nasceu em 2012, quando os alunos da disciplina de Cinema desenvolveram o audiovisual ‘Bagé, o Tempo e o Vento’ - que marca a passagem do longametragem pela Rainha da Fronteira. “Esse foi o único registro documental que ficou daquele momento em que Bagé vivia o cenário de um cinema nacional. Nós resgatávamos, na íntegra, tudo que girava acerca das gravações de Jaime Monjardim com toda sua equipe”, recorda. De lá para cá, títulos como ‘Latorre’, ‘Pra Sempre’, ‘Bravo Brasil’, ‘Obrigado por vir’, ‘Escrevo e só’, ‘Uma Pérola’ e ‘Além do que se vê’, registram as produções feitas durante estes seis anos nas disciplinas de Telejornalismo I, Telejornalismo II e Cinema, no curso de Jornalismo.

 

Dentro, ainda, do Urcamp Documenta, o curso desenvole mini-docs institucionais e alusivos aos eventos da Instituição, como Biourcamp, Congrega e Feira das Profissões. Para Gabriel Palomino de Bem, esses projetos de extensão mesclam o aprendizado da teoria com situações que só acontecem quando o acadêmico vive a prática. “Como é incentivador tu poder contribuir para um projeto que vai beneficiar toda a comunidade. Ainda mais nesse encontro de diversas gerações”, enfatiza o acadêmico logo após entrevistar a professora Iara Maria Botelho Vieria, que lecionou por 36 anos e até 2012 estava nos bancos acadêmicos do curso de Jornalismo, ministrando a disciplina de Redação e Expressão Oral em Língua Portuguesa. “É exatamente isso que eu espero do meu futuro como jornalista. Eu quero contar histórias, conhecer o que há por trás delas. Quero revelar o que aconteceu por tantos anos em Instituições de ensino como esta. Eu quero levar para o meu espectador, aquilo que existe e ele ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer”, conclui.